Entidade defende equilíbrio competitivo e afirma que medida pode ampliar desafios enfrentados por empresas brasileiras diante da concorrência internacional.

FOTO: Carlos Lucena – Presidente da ACII.
A Associação Comercial, Industrial e Serviços de Imperatriz (ACII) acompanha com atenção a decisão do Governo Federal de zerar o imposto de importação sobre compras internacionais de até US$ 50, medida conhecida popularmente como o fim da “taxa das blusinhas”.
A entidade reconhece a importância de iniciativas que ampliem o acesso ao consumo e aliviem o orçamento das famílias brasileiras. No entanto, manifesta preocupação quanto aos impactos que a medida pode gerar para o comércio, a indústria nacional e, principalmente, para micro e pequenas empresas que enfrentam diariamente uma elevada carga tributária, altos custos operacionais e forte concorrência de produtos importados.
O presidente da ACII, Carlos Lucena, destacou que a discussão precisa ir além da percepção imediata de redução de preços para o consumidor. “É preciso olhar também para os efeitos dessa decisão sobre quem produz, emprega e movimenta a economia dentro do país. O empresário brasileiro já enfrenta uma carga tributária elevada e muitos desafios para manter sua competitividade. Quando há uma diferença muito grande nas condições de mercado, isso gera preocupação para o comércio nacional, principalmente para os pequenos negócios”, afirmou.
A ACII entende que o debate não deve ser tratado apenas sob a ótica do consumo imediato, mas também considerando os efeitos sobre a geração de empregos, a arrecadação, o fortalecimento da indústria brasileira e a competitividade do mercado nacional. Entidades do varejo e da indústria têm alertado que a retirada da tributação pode ampliar a desigualdade competitiva entre empresas brasileiras e plataformas internacionais, especialmente em setores como vestuário, acessórios e bens de consumo popular.
Outro ponto que preocupa é o impacto sobre pequenos empreendedores e comerciantes locais, que continuam sujeitos à complexidade tributária brasileira enquanto disputam mercado com produtos importados que chegam ao consumidor final com custos significativamente menores.
Para a entidade, o momento reforça a necessidade de discutir medidas que também promovam redução da carga tributária, simplificação burocrática e estímulo à competitividade das empresas nacionais.
“A defesa do consumidor é importante, mas precisamos igualmente defender quem gera emprego, renda e desenvolvimento no Brasil. O país precisa encontrar um equilíbrio que fortaleça o ambiente de negócios e garanta condições mais justas para o mercado nacional”, completou Carlos Lucena.
A ACII reforça que seguirá acompanhando os desdobramentos da medida e defendendo políticas que incentivem o desenvolvimento econômico sustentável, a valorização das empresas brasileiras e a manutenção dos empregos formais no país.
ASCOM
Associação Comercial, Industrial e Serviços de Imperatriz – ACII





