Jornada ESG da Suzano: transparência, inovação e impacto positivo no Nordeste

Jornada ESG da Suzano: transparência, inovação e impacto positivo no Nordeste

Comunicação ACII
22 de janeiro de 2026
08:25

André Brito, Gerente Executivo de Relações Corporativas da Suzano

ESG deixou de ser uma tendência para se tornar um imperativo para empresas que desejam prosperar com responsabilidade. Mais do que atender às exigências de mercado ou às expectativas dos investidores, colocar a sustentabilidade no centro da estratégia é assumir uma responsabilidade ética com a sociedade e com o planeta. Na Suzano, esse compromisso é indissociável da nossa essência e se traduz em ações concretas que vêm transformando realidades — especialmente no Norte e Nordeste, onde mantemos unidades industriais em Mucuri (BA), Imperatriz (MA), Belém (PA) e Maracanaú (CE) focadas na produção de celulose, papel e produtos de consumo (tissue), além de diversas operações florestais que se estendem aos municípios vizinhos às fábricas.

As regiões concentram alguns dos principais desafios sociais e ambientais do país, mas também guarda um enorme potencial de desenvolvimento sustentável. É nesse contexto que nossa jornada ESG encontra campo fértil para gerar impacto positivo, promovendo oportunidades que combinam inovação, inclusão e preservação
ambiental. Na Suzano, a agenda ESG está presente nas decisões diárias e diretamente conectada ao que queremos entregar à sociedade. Como maior fabricante de celulose do mundo, temos também o compromisso de ser referência em responsabilidade corporativa — e isso começa com transparência.

Adotamos práticas robustas de reporte e governança, alinhadas aos mais elevados padrões globais. Relatórios públicos, metas de longo prazo e indicadores claros demonstram não apenas o que já conquistamos, mas também os pontos em que precisamos avançar. Ao dar visibilidade a cada passo, abrimos espaço para o diálogo
genuíno e para a construção de soluções coletivas. Em nossas operações, esse princípio se traduz em escuta ativa e engajamento direto com a sociedade. Compartilhamos informações, acolhemos demandas e criamos mecanismos de participação social em projetos de base comunitária, com foco em educação e geração de renda. Desde 2020, já contribuímos para retirar mais de 97 mil pessoas da linha da pobreza — praticamente metade da nossa meta de 200 mil até 2030. Apenas em 2024, apoiamos 62 projetos que beneficiaram quase 158 mil pessoas, inclusive no Sul da Bahia e no Sudoeste Maranhense.

Atuamos em um setor desafiado a inovar continuamente — seja para ampliar a eficiência da produção, reduzir impactos ambientais ou desenvolver bioprodutos que substituam materiais de origem fóssil. Investimos fortemente em tecnologias que aliam produtividade florestal a menores emissões, otimização de recursos hídricos e diversificação do portfólio. A inovação também está presente em projetos de capacitação profissional, empreendedorismo local e inclusão produtiva. Estimulamos novas cadeias de valor conectadas à bioeconomia, que tem como base a utilização sustentável e racional de matérias-primas de fontes renováveis, como nossos eucaliptos plantados no Brasil.

Também participamos de iniciativas que reforçam a resiliência climática, como programas de restauração florestal e conservação da biodiversidade. Mantemos cerca de 1,1 milhão de hectares de áreas nativas conservadas — o equivalente a sete vezes a cidade de São Paulo. Em 2024, conectamos mais de 102 mil hectares por meio de corredores ecológicos nos três biomas onde operamos, com destaque para o corredor entre o Parque Nacional do Descobrimento e o Parque Nacional e Histórico do Monte Pascoal, na Bahia, em parceria com a Inovaland, o Fundo Ambiental Sul Baiano (FASB) e a etnia Pataxó.

Desde 2023, desenvolvemos ainda uma iniciativa piloto em parceria com a Sofidel — cliente da companhia e maior produtora mundial de lenços de papel — com o apoio do IABS (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento e Sustentabilidade) e da Amazônia Onlus. O projeto tem como foco a conservação e a restauração ecológica, ao mesmo tempo em que promove o desenvolvimento socioeconômico na região amazônica, em uma área de 2.210 quilômetros quadrados.

Nosso impacto não é apenas econômico — é social e ambiental. Queremos ser catalisadores de transformação em territórios historicamente marcados por desigualdades. A restauração de áreas degradadas, o plantio de espécies nativas e o apoio a agricultores familiares promovem inclusão e dignidade, ao mesmo tempo em que auxiliam no enfrentamento das mudanças climáticas. A jornada ESG da Suzano é contínua. Exige coragem para inovar, humildade para reconhecer desafios e determinação para construir pontes. Sabemos que sozinhos não conseguiremos transformar a realidade — por isso, convidamos parceiros, governos, sociedade civil e demais empresas a caminharem conosco.

O futuro depende da nossa capacidade de agir com clareza, inovar sem medo e gerar impacto positivo de forma compartilhada. Esse é o compromisso da Suzano. E é nele que reafirmamos nossa crença: só é bom para nós se for bom para o mundo.

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