Trabalho coordenado pelo diretor de Pesquisa da ACII, Fernando Reis Babilônia, acompanha expositores e visitantes e transforma percepções sobre a feira em dados para planejamento, avaliação e tomada de decisões

Além dos negócios realizados, das conexões estabelecidas e do público que circula pelos estandes, a Fecoimp 2026 também será analisada por meio de dados. Durante a 24ª edição da Feira do Comércio, Indústria e Serviços de Imperatriz, uma equipe voltará a campo para ouvir expositores e visitantes e produzir informações que ajudam a avaliar os resultados do evento e orientar o planejamento das próximas edições.
O trabalho é coordenado pelo professor Fernando Reis Babilônia, diretor de Pesquisa da Associação Comercial, Industrial e Serviços de Imperatriz (ACII), e vem sendo realizado desde 2011. A coleta de dados conta com a participação de alunos do curso de Economia da Faculdade de Educação Santa Terezinha (Fest).
Ao longo dos anos, a pesquisa passou a acompanhar diferentes dimensões da Fecoimp, desde o perfil de quem expõe e visita até a avaliação da organização, estrutura, segurança, limpeza, estandes e atendimento oferecido durante o evento. “Nós fazemos essa pesquisa para a Associação Comercial desde 2011. Ela começou com o curso de Economia da Fest, e são os alunos que realizam a coleta dos dados. Procuramos levantar informações sobre tudo o que envolve a realização da feira, principalmente a satisfação dos expositores, que são um dos nossos públicos principais, mas também dos visitantes”, explica Fernando.
Em algumas edições, segundo o pesquisador, o trabalho também incluiu a avaliação dos patrocinadores, considerando a importância dessas empresas e instituições para a realização da feira.
Quem são os expositores e o que buscam na Fecoimp
Uma das frentes da pesquisa procura identificar quem são as empresas participantes e quais objetivos pretendem alcançar ao investir em um espaço na feira. Entre os dados observados estão o porte dos negócios, a origem dos expositores, os mercados em que atuam e as razões que os levam a participar da Fecoimp. A pesquisa procura saber, por exemplo, se a empresa está na feira principalmente para divulgar ou consolidar sua marca, realizar vendas, encontrar novos clientes ou ampliar mercados. “Procuramos fazer todo um diagnóstico do perfil desse expositor: se é de Imperatriz, de fora da cidade, de outro estado ou até de fora do país, como já tivemos. Também buscamos entender por que ele está expondo, se é para divulgar a marca, efetivar vendas e qual é o mercado em que atua”, detalha Fernando.
O levantamento também permite avaliar a experiência do expositor desde os preparativos até os dias de realização da feira. “A gente pergunta sobre a organização da Fecoimp, tanto antes quanto durante o evento, se o expositor recebeu o suporte necessário e se aquilo que contratou foi entregue. Também avaliamos aspectos como limpeza, segurança e estrutura dos estandes”, acrescenta.
Segundo o diretor de Pesquisa, essas informações possuem uma finalidade prática: indicar o que está funcionando e apontar aspectos que ainda podem ser aperfeiçoados. “São dados que a organização pode e deve utilizar para corrigir aquilo que eventualmente não esteja funcionando como deveria e aperfeiçoar o que já está dando certo. É uma ferramenta muito importante para a tomada de decisão da organização da feira.”
Avaliações positivas ao longo das edições
Os levantamentos realizados nos últimos anos mostram, segundo Fernando Reis Babilônia, uma avaliação predominantemente positiva da Fecoimp entre os expositores. Questões como a intenção de retornar em uma edição futura e a disposição para recomendar a feira a outras empresas estão entre os indicadores analisados. “A grande maioria afirma que pretende voltar a expor e que indicaria a feira. Quando perguntamos qual nota, de zero a dez, o expositor daria para a Fecoimp, a maioria das avaliações fica entre oito e dez”, afirma.
O pesquisador ressalta que os levantamentos também registram críticas e situações pontuais, importantes justamente para identificar onde a organização pode avançar. “Naturalmente aparecem questões específicas relacionadas a estandes, comunicação ou algum aspecto da organização. É uma feira muito grande e sempre existem ajustes que podem ser feitos. Mas, de maneira geral, quando perguntamos se os objetivos que levaram a empresa à feira foram alcançados, a maioria responde positivamente.”
A percepção favorável também aparece entre os visitantes. Segurança, limpeza, organização e qualidade da feira estão entre os aspectos avaliados. Outro movimento identificado pelas pesquisas é a presença de público vindo de outras cidades. “Temos observado que os visitantes não são apenas de Imperatriz. A feira vem atraindo pessoas de fora do município, e isso é muito positivo porque demonstra que a Fecoimp está crescendo em importância para toda a região”, destaca.
Pesquisa de 2026 também vai observar evolução dos negócios
Para a edição deste ano, uma das expectativas é acompanhar um movimento que a própria organização da Fecoimp vem buscando fortalecer: fazer com que os estandes sejam utilizados não apenas para exposição institucional e divulgação de marcas, mas também para a geração efetiva de vendas e novos negócios.
Fernando explica que esse é um ponto discutido nos últimos anos a partir dos resultados obtidos pelas pesquisas. “Uma coisa que sempre conversamos com a Associação é sobre a necessidade de a feira ser cada vez mais utilizada também para vendas, e não apenas para exposição de marca. Consolidar e apresentar a marca são objetivos importantes, sem dúvida, mas é necessário também consolidar esse próximo passo, que é fazer negócios durante a feira”, ressalta.
A expectativa é identificar, nos dados de 2026, se essa mudança de comportamento está avançando entre os expositores. “Esperamos que neste ano já tenhamos uma evolução nesse sentido, com os expositores vindo para a Fecoimp também com esse pensamento de realizar vendas e aproveitar comercialmente as oportunidades que a feira proporciona.” Essa abordagem se relaciona diretamente ao tema da Fecoimp 2026, “Aqui vira negócio”, que busca reforçar o evento como ambiente para transformar encontros, conexões e oportunidades em resultados.
Números ajudam também na relação com patrocinadores
Além de orientar melhorias internas, os dados produzidos durante a Fecoimp cumprem outra função importante: fornecer informações concretas sobre o alcance e os resultados do evento.
Para Fernando, indicadores consistentes ajudam inclusive na apresentação da feira a empresas interessadas em patrociná-la. “A gente sabe que hoje esses números são muito importantes também para a captação de patrocinadores. Quem vai investir precisa conhecer os dados da feira, e essas informações são relevantes nesse processo”, explica.
Neste ano, a equipe já está sendo estruturada para realizar novamente a coleta de informações durante a Fecoimp. “Nossa expectativa é que tudo ocorra bem e que os dados possam servir cada vez mais para a organização aperfeiçoar e melhorar o evento, como vem fazendo ao longo dos anos”, conclui Fernando Reis Babilônia.
Promovida pela ACII, a Fecoimp tem como patrocinadores já confirmados a Equatorial Energia, Hotbel Distribuidora, Maquisul, Sicoob, Suzano, Porto do Itaqui, Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Maranhão (Fecomércio-MA) e Prefeitura Municipal de Imperatriz. O evento tem o apoio do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae-Maranhão) e do Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Indústria e Comércio (Seinc) e da Agência Executiva Metropolitana do Sudoeste Maranhense (Agemsul).





