Pandemia: desafios e mudanças provocadas na educação

As escolas e as famílias vivem período de readaptação e preocupação com o rendimento escolar dos alunos 

A educação básica tradicionalmente é reconhecida pelo ambiente da sala de aula. Professores, alunos, quadro branco, o intervalo para conversar com os colegas no pátio, entre outros detalhes característicos. No entanto, desde março de 2020, devido à pandemia do coronavírus, essa realidade no Brasil passou por mudanças na rotina das escolas e das famílias No Maranhão, a suspensão das aulas ocorreu em março de 2020 por meio de Decreto Estadual. A medida do Governo do Estado seguia uma convenção de outras autoridade brasileiras e estrangeiras para tentar minimizar a circulação da população e, consequentemente, do vírus.

Com o novo cenário de ensino, foi necessário investimento em treinamento e orientações, tanto para os professores, como para os pais. Como conta a gestora do Colégio Delta, Rita Mariano. “Programamos diversos investimentos: assinatura das plataformas de ensino, consultoria especializada, treinamentos pedagógicos aos professores, além do suporte diferenciado do sistema de ensino parceiro. Além disso, realizamos uma live com os pais para esclarecimentos sobre a dinâmica das aulas síncronas e assíncronas, duração das aulas, recursos necessários, canais de informação e orientações sobre a organização do ambiente doméstico para as aulas on-line”, explica a gestora.

Apesar dos esforços e da oferta de suporte das escolas, pais e alunos enfrentam dificuldade para acompanhar as aulas online. A professora e mãe do Samuel de 7 anos e do Davi, de 4 anos, Kayla Pacheco relata as dificuldades enfrentadas pelas crianças e os pais. “A maior dificuldade é a atenção durante as aulas, pois fora da sala de aula, que é o ambiente ideal para a rotina de aulas, as crianças se distraem muito facilmente. Sem contar a distância dos amigos e professores que desestimula para os estudos”, conta.

Kayla ainda acrescenta a dificuldade com equipamento adequados para o acompanhamento das aulas. “Tenho um notebook e um celular. Mas, como há explicações no quadro, fica impossível uma criança conseguir acompanhar pelo celular. E para investir em um computador com a inflação e o preço do dólar atual, pesa bastante no orçamento que já ficou mais apertado na pandemia. Mas, esse ano a escola disponibilizou um IPad para as famílias que tinham mais de um filho matriculado e ajudou demais”, conta a professora e mãe.

Com mais de um ano de pandemia, muitas áreas socioeconômicas retornaram suas atividades ainda que com readaptações, contudo, as escolas são uma das mais afetadas pela pandemia, uma vez que não houve o retorno completo das instituições de ensino. No Maranhão, a rede pública segue com as aulas completamente remotas, enquanto a rede privada tenta adequar ao novo momento com as aulas híbridas.

Em Imperatriz, o início das aulas híbridas na rede privada ocorreu em outubro de 2020, por meio de um consenso entre Decretos do Estado e do Município. As escolas retornaram suas atividades com medidas de prevenção que transforaram o ambiente escolar, que agora exige o distanciamento, uso de máscara e espaço para higienização com álcool em gel.

A diretora pedagógica do Colégio Santa Luzia, Miriam Ribeiro, explica que foi preciso adotar um protocolo sanitário para garantir a segurança de alunos e colaboradores no retorno as aulas. “Nós adotamos um protocolo sanitário em toda escola, desde a portaria à sala de aula. Com medidas de aferição de temperatura, higienização das mãos, uso obrigatório de máscara, tapete sanitizante na entrada e sanitização de toda escola, duas vezes por dia”, conta Mirian Ribeiro.

No entanto, o retorno das aulas ainda que na rede privada e na modalidade híbrida é instável, uma vez que em 2021 a pandemia tem apresentado números alarmantes, que tem implicado na suspensão das aulas como medida cautelar. Como ocorreu recentemente em Imperatriz, no mês de março, a Prefeitura suspendeu o sistema híbrido e retomou o remoto para todas as instituições de ensino, devido ao aumento no número de casos ativos e taxas de ocupação hospitalar. Devido a esta instabilidade e a extensão do período de aulas híbridas/remotas, os gestores de educação se preocupam com o rendimento e a educação dos alunos, em especial, as crianças do ensino fundamental e aguardam ansiosos o retorno da normalidade. 

Em novo Decreto, publicado pela Prefeitura de Imperatriz no dia 05 de abril, foi autorizado o retorno das aulas híbrida  para os alunos do ensino infantil. Além disso, nas instituições de educação até o dia 20 de abril estão suspensas as aulas presenciais em todos os níveis de ensino, exceto as aulas práticas da área de saúde desde que a ocupação não seja superior a ocupação de 50%. 

Por Lorena Lacerda

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