ACII - Associação Comercial e Industrial de Imperatriz

Entrevista: Gilson Kyt segunda-feira, 19 de setembro de 2011 às 12:00

Entrevista: Gilson Kyt

Há vinte anos em Imperatriz e desde 2007 como presidente da Associação Comercial e Industrial, o empresário Gilson Kyt diz que os bons resultados que tem obtido à frente do grupo são o reflexo do trabalho em parceria com toda a diretora da associação. Empresário do setor da saúde e também agroflorestal, ele tem uma visão otimista do futuro na cidade. Em entrevista, ele comenta os resultados parciais da Fecoimp e os planos para os próximos anos. Acompanhe as perguntas e respostas:

 

Que avaliação o senhor faz da Fecoimp 2011?

A avaliação principal é que ela alcançou a sobriedade devido ao trabalho conjunto de organizadores, expositores e clientes. Não é a feira de 2011, mas um compromisso anual estabelecido com todos os setores.

Mas, especificamente, sobre esta edição, qual o ponto mais relevante?

Acho que este ano o zelo de todos foi maior, o compromisso para fazer algo maior. A feira de 2011 mostrou que em Imperatriz há pessoas e serviços de qualidade. Com certeza foi a edição mais bem organizada.

Eu estou aqui desde a primeira edição, como expositor e depois como presidente, e vejo que desta vez conseguimos fazer exatamente tudo que planejamos.

O espírito da Fecoimp consegue contaminar todo mundo a querer fazer melhor. Eu já visitei outras feiras e sei da dificuldade. Nós conseguimos fazer tudo planejado. Na vida às vezes o sucesso pode atrapalhar, porque as demandas podem ser maiores que a oferta prevista. Felizmente não é isso o que aconteceu conosco.

E o que a Associação pensa para as próximas edições?

Queremos incentivar o fortalecimento dos núcleos segmentados, como aconteceu este ano com o Salão do Automóvel. Temos outros setores que podem crescer muito ainda, como o setor da Construção Civil. Queremos que a Fecoimp continue sendo uma feira multissetorial e que a partir dela surjam outras iniciativas.

Espero que esses setores criem corpo próprio, como aconteceu com a Movel Norte, que começou na Fecoimp e depois conquistou seu próprio espaço.

Há um planejamento para ampliar o Centro de Convenções nos próximos anos?

Até o ano que vem estaremos encaminhando ao governo estadual, que se comprometeu em tentar conseguir recursos junto aos Ministérios das Cidades e do Turismo, um projeto para ampliar nosso espaço.

Queremos construir, na área do estacionamento, um prédio com várias salas para atender pequenos e médios eventos. Será uma construção grande, porque crescemos tanto que somente uma reforma hoje não resolveria nosso problema.

A feira cresceu porque Imperatriz cresceu também. Qual o setor da cidade que merece investimentos?

As demandas principais incluem investimentos como melhorar o atendimento ao cliente, seja pessoal ou na formatação de vendas e produtos.

O público consumidor de Imperatriz é muito forte, nosso comércio e serviços representam a nossa maior força e temos de incrementar isso. Temos de fazer isso andar melhor. Isso significa investir em capacitação técnica, o que passa pelo setor educacional, investir em aproveitamento da mão de obra.

Também devemos focar no setor industrial. A cadeia produtiva de alimento é um setor que pode ser melhor aproveitado e a nossa indústria ainda é incipiente. Indústria e alimentos favorecem o ganho coletivo. A qualidade de vida cresce junto.

E o que um empreendedor precisa fazer para conquistar o sucesso?

Tem de ter os olhos abertos, bons ouvidos, respirar fundo, acordar cedo e dormir tarde. Nada supera o trabalho. Imperatriz tem crescido porque conseguimos um associativismo forte, com ações que sentimos presentes no dia a dia.

Como o senhor avalia seu trabalho à frente da associação?

Avalio com satisfação, porque todas as iniciativas tiveram apoio da diretoria e o reconhecimento do associado. Acredito que fiz um bom trabalho, mas também tenho para mim que as ideias precisam ser aprimoradas. O associativismo tem de ser renovado no dia a dia.

Foi a busca de novas idéias que o levou a organizar o Conjove em Imperatriz este ano?

Acho que todo o jovem tem talento, eles só precisa ter mais oportunidades e o Conjove é isso. Com ele alcançamos o objetivo de despertar nos nossos jovens o sentimento do associativismo, o sentimento da importância de se trabalhar pelo coletivo, pelo bem de todos.

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